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27/04/2011

01/12/2010

Olho nú

Hehehehehe

É estranho reproduzir algo meu no blog dos outros... 
Mas é o que ocorrerá sempre que for postar minhas produções literárias...
Parece algo meio besta - não usar meu blog para publicar minhas ideias pseudoliterárias - mas é algo meu...

Segue, abaixo, poema de nossa culpa, publicado no blog da amiga Inez.

Olho Nú

Por Samuel Lima



Não uso óculos escuros.
Quero deixar expostas as
olheiras de noites bem ou
mal dormidas.
Deixar expostas as ramelas
da insônia que clama pela
consciência da madrugada.
Não preciso enegrecer a
vista para escoimar a
realidade; quero a luz
cegante irrompendo retina
adentro, e acordando a alma.

O jornalista Samuel nos enviou este poema e como este é espaço é de todos. Obrigada meu amigo querido.

Fonte: Blog da Inez

23/09/2010

Um pouco da poesia de Paulo Aires

Guardar palavras


Extraídas do abismo da alma anoitecida,
Por muito tempo, em folhas maltratadas,
Guardei palavras, como as noites guardadas
No peito de Modigliani.
Penetro nas fendas do verbo,
Procuro as chaves do mistério,
O dicionário das ruas e seus lamaçais.
Quero decifrar a senha do fogo e a saliva da terra,
Escrever a vida e suas calçadas,
Como quem devora o verde assombroso
Dos olhos de Nahui Olin,
A Carmen Mondragón.
Carrego na língua
Rudimentos de vida e poesia,
E a ortografia de certas paixões.
Este é o ofício de guardar palavras:
Cultivar um sonho contra a morte cotidiana.
(Poema publicado no livro “Perto do Fogo – Trilogia do  Amor, da Terra e da Esperança, p. 43 – Paulo Aires) Reproduzido com autorização  Fonte: Blog de Paulo Aires