17/02/2010

Morre, em naufrágio no Lago de Lajeado, o humorista Arnaud Rodrigues

Artista de múltiplos talentos, Rodrigues teve atuações marcantes como cantor, compositor, ator e comediante

Arnauld Rodrigues
 na "Praça é Nossa"
Divulgação / Arnauld Rodrigues na "Praça é Nossa"
SÃO PAULO - Morreu o multiartista Arnaud Rodrigues. O artista de 68 anos estava em uma embarcação que virou e afundou no lago da Usina Hidrelétrica de Lajeado, no Tocantins, nesta terça-feira de carnaval.
Segundo o Corpo de Bombeiros, havia nove  pessoas na embarcação, incluindo o piloto, que está desaparecido. A mulher e dois netos de Arnaud Rodrigues estavam no barco, mas sobreviveram ao naufrágio. Equipes da Marinha e dos Bombeiros fazem buscas no local.
"Vô Bate Pá Tu"
Cantor, compositor, ator, redator e comediante, Arnaud Rodrigues ficou conhecido nacionalmente por esse último ofício. Seus  últimos trabalhos na televisão foram  na "Praça é Nossa", do SBT, onde fazia o papel do Coronel Totonho, entre outros personagens.
Nos anos 70 fez muito sucesso por sua atuação ao lado de Chico Anysio no quadro "Baiano e os Novos Caetanos" do programa "Chico City". Além de escrever textos para o programa e para os shows do parceiro, compunha músicas para os personagens que satirizavam  e homenageavam Caetano, os Novos Baianos e outros artistas da época.
  O sucesso de alguma de suas canções  nessa época extrapolou  o personagem e a comédia,  chegando a conquistar as paradas de rádios e programas de TV, além de render um ótimo registro em disco,  que, puxado pela divertida "Vô Bate Pá Tu", teve ótimas vendagens. Um clássico dos anos 70.
Se a música mais famosa  podia ser vista como tiração de onda com o clima pesado  para os artistas na ditadura, ainda que camuflada em peça de comédia,  havia outras de um lirismo e beleza surpreendentes para quem esperava apenas um disco de comediante.  A parceria com Chico ainda rendeu outros discos e Arnaud Rodrigues também gravaria outros individualmente.
Nos anos 80, participou como ator de  novelas da Rede Globo, entre elas o megasucesso "Roque Santeiro" (1985), na qual fazia o papel do "ceguinho" Jeremias,  que ficava acompanhado de um garoto nas escadarias da igreja  e  enxergava mais que os demais personagens da trama de Dias Gomes. Outro papel marcante na teledramaturgia foi como o Soró da novela vespertina "Pão Pão Beijo Beijo", em 1983.
Cartola
Nos últimos anos, passou a conciliar a vida artística  com a de cartola de futebol  em Tocantins, para onde se mudou em 1999.  “Eu vim fazer dois shows aqui em Palmas e como sempre gostei de morar no mato, onde passei minha infância, acabei me identificando muito com o clima daqui.  Mas o que mais me chamou a atenção é que pude acompanhar como se constrói uma cidade.  Quando dividiram Goiás para a criação do estado do Tocantins, em 1988, eu não acreditava que num país como o Brasil houvesse condições de isso dar certo.  Como eu morava no Rio e toda semana tinha de viajar a São Paulo, resolvi apenas trocar o trecho.  Agora, é Palmas-Brasília”, disse ao repórter Alfredo Luiz Filho, do Jornal da Tarde, em 2004.
“É uma paz.  Você acorda e vê tucano, arara...  Parece coisa de cinema.  Palmas é  uma grande capital, mas com costumes de cidadezinha do interior”, contava na reportagem sobre sua nova atividade.  Só se mudou para Palmas, frisava,  depois de convencer a família toda a ir junto.  Com a mudança,   os filhos passaram a administrar uma videolocadora e uma imobiliária na cidade.
A carreira de cartola Surgiu por acaso, contou na época:  “Sempre fui ‘peladeiro’.  Joguei futebol de salão pelo Vila Isabel (do Rio de Janeiro)....  Aí me convidaram e eu assumi como o 3º vice-presidente.  No final do ano passado, o presidente (José Pinto) pediu afastamento para resolver problemas particulares, mas nenhum dos dois vice-presidentes foi  capaz de liderar o Palmas.  Aí assumi.” Em pouco mais de oito meses,  Arnaud comemorava a conquista do tricampeonato  estadual e o oitavo lugar na Copa do Brasil.
Mensagem crítica
Apesar do sucesso nos gramados, descartava deixar a  carreira artística pelo futebol. “Eu sempre trabalhei para o público que gosta de arte.  Só que agora, esse público é o da arte do futebol.  Se eles quiserem, continuo à frente do  Palmas por mais um ano.  Mas se aparecerem pessoas capacitadas para dar prosseguimento ao trabalho que estou fazendo, saio sem problema nenhum.  Jamais vou parar de trabalhar como artista por causa do futebol."

Naquele 2004 deixou o programa humorístico do amigo Carlos Alberto de Nóbrega no SBT   para se dedicar apenas aos shows e ao futebol. E explicou a decisão: “O humor que eu faço é diferente dos outros.  Sempre tem uma mensagem crítica  atrás da personagem e do texto que interpreto.  Só que chegou um momento em que não tinha mais nada a ver com o programa.  E como a vida de artista é sempre muito confusa, preferi sair”, explicou. “Tenho alguns projetos para retornar.”
Sobre os múltiplos talentos, deu pista sobre o qual mais se sentia mais à vontade. "É complicado falar qual ofício eu mais gosto.  São tão distintos.  Como músico, você trabalha com um monte de gente.  Como ator, sempre faz  personagens diferentes.  Desses todos, acho que prefiro escrever, criar.”
(Com trechos extraídos da reportagem "Arnaud Rodrigues  De ator a cartola no Tocantins", de Alfredo Luiz Fillho, publicada no Jornal da Tarde em 09/8/2004)
Assista a um número de Arnaud Rodrigues com Chico Anysio:

12/02/2010

Divulgada terceira chamada do Vestibular 2010.1

A Comissão Permanente de Seleção da UFT divulgou nesta sexta-feira (12) a convocação em terceira chamada dos aprovados no Vestibular 2010.1 da instituição. A lista pode ser conferida aqui.

Os convocados devem fazer suas matrículas de 18 a 19/02/10, das 9h às 12h e das 14h30 às 18h, na secretaria acadêmica do campus que oferece o curso.

Oferta de bolsas de estudo na Inglaterra

Universidade em Londres oferece bolsas de estudo para estudantes de Direito

Interessados podem se inscrever até dia 14 de Maio, 2010
A Queen Mary, University of London está oferecendo, por meio da School of Law, cinco bolsas de estudo integrais para estudantes brasileiros de Direito para o ano letivo de 2010-2011. A bolsa cobre os £13,000 (treze mil Pounds) correspondentes ao valor total do curso. Não cobre custos extras como livros e acomodação e é válida apenas para os cursos listados no site da universidade.  http://www.law.qmul.ac.uk/postgraduate/fees/LLMscholarships.html

A Queen Mary também está oferecendo seis bolsas de estudo parciais para estudantes brasileiros de Direito. A bolsa cobre até £2,000 (Dois mil Pounds) sobre o valor do curso.
Para mais informações sobre esta bolsa, acesse o site da universidade. http://www.law.qmul.ac.uk/postgraduate/fees/LLMscholarships.html Os estudantes que aplicarem para a LLM Full Scholarships serão automaticamente considerados para a LLM 'Oportunities in Law' Partial Scholarship.

Universidade Queen Mary, Londres

Para ambas as bolsas, os interessados devem enviar o formulário correspondente à bolsa preenchido, uma carta explicando porquê você deveria ser escolhido, detalhando suas conquistas acadêmicas e necessidades financeiras, responder a pergunta do Personal Statement e anexá-la à documentação.

MSc in Law and Finance Bursaries
O Department of Economics e a School of Law estão oferecendo cinco bolsas no valor de £3,000 (Três mil) para estudantes brasileiros de Direito. A aplicação para esta bolsa não necessita de um formulário separado. Todos os estudantes aceitos para o curso estarão concorrendo automaticamente à bolsa.

Para mais informações sobre esta bolsa, acesse o site da universidade.
O deadline para as aplicação em todos os programas é dia 14 de maio de 2010 (sexta-feira).
Em caso de dúvidas, envie um e-mail para a responsável pelas bolsas, Ms Penny Stavrinou, pelo e-mail p.stavrinou@qmul.ac.uk
 

Carnaval proibido!!

Cidade de RN proíbe Carnaval e ameaça desobediência com multa e polícia


RODRIGO VIZEU
da Agência Folha

Na pequena Martins, cidade serrana a 377 km de Natal (RN) e com apenas 8.300 habitantes, agora o Carnaval inteiro é "proibidão". Uma lei aprovada pelos vereadores vetou de sábado (13) até a Quarta-Feira de Cinzas "manifestações e eventos com a utilização de trios elétricos, bandas de música, orquestras, carros de som", entre outros, em locais públicos.
Segundo a norma, a vocação da cidade é de servir para retiros religiosos durante o Carnaval, atividade que deve "ser incentivada e protegida pelo Poder Público". A lei antifolia só deixa a salvo festas em lugares fechados e privados, ainda assim com licença prévia da Prefeitura de Martins.
A prefeita Mazé Costa (DEM), católica e idealizadora da regra, afirmou que a cidade --definida por ela como a "Campos do Jordão potiguar"-- nunca teve eventos carnavalescos significativos, e que a decisão de fazer a lei veio para aplacar a cobrança dos moradores mais jovens, que pediam que a prefeitura trouxesse grandes bandas à cidade no Carnaval.
A lei ameaça os desobedientes com "uso da força policial", além de multa de R$ 20 mil. A prefeita, no entanto, disse não querer recorrer a prisões.
Em meio à polêmica criada pela lei, Costa agora relativiza sua aplicação, dizendo que a ideia é regulamentar, e não proibir, apesar de o texto usar claramente a segunda palavra.
A prefeita também promete ser conivente com "festas pequenas". Outra promessa é liberar verba para financiar o transporte e a bebida de foliões que toparem pular o Carnaval em cidades vizinhas.
A lei fez chiar o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes da região, João de Moura. "É incoerente proibir alguma coisa que faz parte da cultura nacional", disse ele, que evocou ainda o direito constitucional de ir e vir. Dono de um hotel em Martins, ele disse ser possível que a procura por leitos caia com a proibição
Fonte: Folha Online

11/02/2010

Pacatos cidadãos

PACATOS CIDADÃOS

A pacata Cruzeta (RN) finalmente descobriu por que era tão pacata…



Fonte: Kibe Loco

ZPE será vistoriada!

A Zona de Processamento e Exportação (ZPE) de Araguaína será vistoriada por uma equipe composta pelo secretário estadual de Representação do Tocantins em Brasília, Carlos do Patrocínio, pelo presidente da Associação Brasileira das ZPE´s, Elson Caldas, pela coordenadora de Regimes Aduaneiros Especiais, Hellen Flores e técnicos da Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Turismo (Sictur), hoje, quinta-feira, a partir das 16 horas.
O objetivo da visita é saber a atual situação da estrutura física do local. Um decreto expedido pelo Governo Federal estabelece que todas as ZPE's do Brasil devem entrar funcionamento até julho de 2010, a que não funcionar até prazo, deverá ser extinta. A vistoria será acompanhada pelos secretários municipais de Indústria, Comércio e Turismo, Nahim Hallum, e Desenvolvimento Social e Habitação, Jota Patrocínio.

ZPE - As Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) caracterizam-se como áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializadas com o exterior, sendo consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro. As empresas instaladas nas ZPE´s estão isentas de tributos, entre eles o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Além disto, as empresas também podem manter em bancos estrangeiros o recurso proveniente da venda para o mercado externo. Os incentivos valem por 20 anos.
As finalidades das ZPEs são: atrair investimentos estrangeiros; reduzir desequilíbrios regionais; fortalecer o Balanço de Pagamentos; promover a difusão tecnológica; criar empregos; promover o desenvolvimento econômico e social do país e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.
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Comentário meu:
Será que este quase "elefante branco" tocantinense vai finalmente funcionar? Tomara!!

04/02/2010

Acredite: isto é em Palmas!!!

Impressionante...
Quando vi estas fotos (abaixo) custei a acreditar que fossem daqui da Capital.
Confira o que a falta de escoamento adequado da água faz. Parece cena da capital paulista

As fotos são de Fábio do Vale, gentilmente cedidas para divulgação neste blog.



01/02/2010

Seleção da Lojas Renner

Pinçado do site Canal Executivo Jr.
Eis a nota:
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Renner seleciona para 60 vagas em Palmas
Data: 26-01-2010

A Lojas Renner, Rede de lojas de departamentos de vestuário, realiza processo seletivo para colaboradores de sua primeira operação no estado de Tocantins, no Shopping Capim Dourado, em Palmas.
Serão selecionadas cerca de 60 pessoas para cargos de assistente de vendas, auxiliar de loja, caixa, assistente de crédito, fiscal de loja, tesoureiro, costureira, auxiliar de expedição, auxiliar de estoque e assistente de produtos financeiros. A abertura da loja está prevista para abril de 2010.
Para auxiliar de expedição e armazenagem, fiscal de loja e costureira é necessário 1º grau completo. Para auxiliar de loja, é imprescindível estar cursando o Ensino Médio. Já para os demais cargos a exigência é ter 2º grau completo, sendo desejável experiência. Todos os cargos exigem idade mínima de 18 anos.
Serviço:
Os interessados devem comparecer ao Victória Palace (Av. JK, 103 Sul, conj. 01, Lote 11-A, Centro), entre os dias 01, 02 e 03 de fevereiro, das 8h30 às 17h, levando currículo, carteira de trabalho e documento de identidade com foto. Portadores de necessidades especiais pode participar do processo.
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Obs.: Aos pretensos candidatos, boa sorte!!

29/01/2010

Jornalismo: Demissões em massa preocupam

Demissões em massa preocupam os jornalistas
 
Em nota emitida no dia 26 de janeiro, o Sindicato dos Jornalistas de Goiás e a FENAJ repudiaram a demissão de 23 profissionais do jornal O Popular e 8 da TV Anhanguera, ambos da Organização Jaime Câmara, de Goiânia. Já no Rio Grande do Norte, a Intertv Cabugi (afiliada da Rede Globo) demitiu 10 profissionais. O Sindicato do Rio Grande do Norte pediu a mediação da Procuradoria Regional do Trabalho e a reintegração dos demitidos.

No Rio Grande do Norte, as demissões ocorreram no dia 18 de janeiro. E em Goiás, ocorreram nos dias 21 e 22. Nos dois processos de demissão, os atingidos foram profissionais experientes. No caso do jornal O Popular, a maioria dos profissionais tinha entre 10 e 20 anos de tempo de serviço na empresa. “A primeira conclusão que se tira desse fato é que, no jornal O Popular, jornalista tem prazo de validade: quanto mais tempo de casa, mais perto está de perder o seu emprego”, diz a nota emitida pelo Sindicato de Goiás e FENAJ.

As entidades sindicais manifestam estranheza com as demissões na Organização Jaime Câmara, em Goiás, uma vez que o grupo atravessa um período de equilíbrio financeiro e desempenho lucrativo. E conclamam a sociedade a também se manifestar contrária ao abuso cometido contra os trabalhadores.

No caso potiguar, no pedido de mediação feito pelo Sindicato dos Jornalistas no dia 18 à Procuradoria Regional do Trabalho, a presidente da entidade, Nelly Carlos Maia, assinala que todos os dez demitidos “têm mais de dez anos de trabalhos prestados à televisão. Alguns trabalhavam desde a inauguração, há mais de 20 anos”. Destes, seis são jornalistas diplomados e quatro são repórteres cinematográficos.

Nas informações encaminhadas à Procuradora chefe do RN, Izabel Cristina de Ramos, o Sindicato dos Jornalistas denuncia problemas trabalhistas existentes na Intertv Cabugi, como acúmulo de funções, desrespeito à jornada de trabalho e não pagamento de horas extras. Entre os demitidos no RN, houve o caso de uma jornalista que passaria a gozar o direito de férias vencidas no dia seguinte a sua demissão.

Veja, a seguir, a íntegra da nota emitida pelo Sindicato dos Jornalistas de Goiás e FENAJ.

Nota de repúdio às demissões em massa no jornal O Popular
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás e a Federação Nacional dos Jornalistas vêm a público para repudiar a atitude da Organização Jaime Câmara de promover demissão em massa de trabalhadores do jornal O Popular, de sua propriedade. Nada menos do que 23 profissionais, a quase totalidade de jornalistas, foram demitidos entre os dias 21 e 22 de janeiro. Some-se a elas o anunciado corte da gratificação de função paga aos subeditores e outras oito demissões promovidas no Departamento de Telejornalismo da TV Anhanguera, também de propriedade da empresa. Um processo que foi marcado por um clima de terrorismo sobre a redação do jornal por mais de um mês.

O que causa estranheza nessa atitude é que a Organização Jaime Câmara atravessa uma fase não só de total equilíbrio financeiro, mas com resultados surpreendentes – a ponto de a própria direção da empresa ter anunciado, ainda em setembro de 2009, que a OJC fecharia o ano com um lucro de R$ 55 milhões. Ressalte-se que esse número foi corrigido dois meses depois, já que os resultados apontavam que seriam mais de R$ 60 milhões de lucro.

Portanto, não há que se alegar crise financeira para justificar as injustificáveis demissões. Pelo contrário, nem mesmo durante a recente crise econômica mundial as finanças dos veículos da Organização Jaime Câmara chegaram a ser abaladas. O período foi superado com crescimento no faturamento, inclusive com o pagamento do Programa de Participação nos Resultados, a despeito do achatamento salarial imposto aos trabalhadores da empresa.

No caso específico do jornal O Popular, há que se destacar que a maioria dos jornalistas demitidos contava com mais de 10 anos de casa, alguns com mais de 20 anos. A primeira conclusão que se tira desse fato é que, no jornal O Popular, jornalista tem prazo de validade: quanto mais tempo de casa, mais perto está de perder o seu emprego. Demissões isoladas, ocorridas nos últimos cinco anos, vêm corroborar essa afirmação.

Outra conclusão que pode ser tirada desse processo de demissão em massa é que, para a Organização Jaime Câmara, a única coisa que parece importar é sua sanha por lucros incessantes – a qualidade do produto fica para segundo ou terceiro plano. E isso tem ficado bastante nítido nos comunicados da direção da empresa aos funcionários – o objetivo é, antes de tudo, garantir mais lucros aos acionistas da empresa. O que se estranha é que, piorando a qualidade do produto, já que não há profissionais em número suficiente para garantir no mínimo o mesmo tipo de jornalismo que vinha sendo feito pelo jornal O Popular, certamente as vendas cairão, anunciantes podem deixar de anunciar. Com isso, dificilmente será atingido o plano de metas da Organização Jaime Câmara para este ano, que aponta para um resultado de R$ 90 milhões de lucro.

Por todas essas razões, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam o processo de demissão em massa promovido no jornal O Popular e conclamam a sociedade a também se manifestar contrária a mais esse abuso cometido contra os trabalhadores.

Goiânia, 26 de janeiro de 2010.

Luiz Antonio Spada
Presidente do Sindicato dos Jornalistas
Profissionais no Estado de Goiás

Sérgio Murillo de Andrade
Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas