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26/10/2010

Núcleo estuda vida e obra de Zygmunt Bauman

Criado no mês de setembro no Campus da UFT em Araguaína, o Núcleo de Estudos Bauman e a Educação tem realizado reuniões todas as quartas-feiras, às 16 horas, no Campus. Atualmente o grupo estuda a obra "Vida Líquida", publicado em 2007. O coordenador do Núcleo, professor Adriano Oliveira, diz que além dos estudantes vinculados ao seu projeto de pesquisa, o Núcleo está aberto a toda a comunidade acadêmica, professores, interessados, profissionais e alunos de outras instituições de ensino.

O objetivo principal do Núcleo, segundo Oliveira, é contextualizar a obra do sociólogo polonês Zygmunt Bauman na área da educação, compreendendo de que forma o contexto social em que vivemos tem afetado a construção da juventude e adolescência contemporâneas. "Necessita-se, cada vez mais, de professores capazes de discutir os acontecimentos sociais junto aos adolescentes, no ensino médio,de modo que tenhamos uma escola coadunada com o mundo da vida e não mais memorística e livresca, como inúmeros diagnósticos educacionais ainda apontam", conceitua Oliveira.

Divulgação - Como forma de disseminar as reflexões sobre a obra de Bauman foi criado um blog - http://baumaneaeducacao.blogspot.com. Para Oliveira, a ferramenta "permitirá que professores de outras instituições, igualmente interessados nas discussões teóricas que envolvem a adolescência e o ensino médio, possam estabelecer relações interinstitucionais que viabilizem o aprofundamento dos acadêmicos da UFT nas questões educacionais".

Para inscrições e maiores informações sobre o Núcleo e obras de Bauman, deve-se enviar e-mail para o professor Adriano (adriano.oliveira@uft.edu.br) ou entrar em contato pelo telefone 63-2112-2237.

Fonte: Site da UFT

23/10/2010

Professor tocantinense é destaque em São Paulo


Destaque tocantinense no jornal Oeste Noticia ( www.oestenoticias.com.br ) de Presidente Prudente, interior de São Paulo, onde o professor Osmar Nina Garcia Neto, ex-secretário de Ciência e Tecnologia, atualmente Chefe de Gabinete da Vice-governadoria, foi vencedor de um prêmio no Salão do Livro local.

Fonte: Enviado por email pelo amigo Álvaro Vallim

15/09/2010

Formados no Itpac de Porto sem registro no CRM

O Conselho Regional de Medicina emitiu nota à imprensa sobre a situação dos recém-formados do curso de Medicina do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (Itpac) de Porto Nacional (antiga Iespen). De canudo, mas não terão registro no CRM até que o curso seja reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). 

Veja a nota:

Nota à Imprensa
15.09.10

O Conselho Regional de Medicina do Tocantins vem através desta nota esclarecer que os registros dos médicos recém formados pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto Ltda, da cidade de Porto Nacional, não estão sendo efetuados porque a referida Instituição não possui reconhecimento do Ministério da Educação - MEC, problema que consequentemente implica no fato de a Faculdade não está relacionada entre as instituições de ensino cadastradas no SIEM-CNM Cadastro Nacional dos Médicos, sistema utilizado pelos Conselhos para efetivar o registro dos profissionais.

Ressaltamos que até a presente data o Ministério da Educação não expediu qualquer informação oficial acerca da situação da Instituição de Ensino de Porto Nacional.

Conselho Regional de Medicina do Tocantins

Evolução (?) da educação no Brasil

Pode até ser que o texto que reproduzirei abaixo seja fake (falso), por não haver essa tal história e a mesma carecer de dados mais consistentes para que a torne verdadeira. Mas o exemplo que se segue em relação ao ensino de matemática é totalmente crível. Como estudante e participante de concursos desde sempre, vejo que o que meu pai aprendeu (e olha que ele só estudou até a 4ª série primária) foi muito superior ao que assimilei até o final dos ensinos fundamental e médio (isso em relação à matemática). Meu pai (já falecido) e minha mãe (esta já com mais estudo 'nas costas') davam conta de matemática com os 'pés nas costas'. 

Confira o texto que recebi por email:

A Evolução da Educação.

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas
Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática (isso é o que acho que seja fake, embora a historinha seja bastante verossímel):
"Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavo s, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
 
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
 
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
 
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
 
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
 
7. Em 2010 vai ser assim (o texto é um pouco antigo):
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder (grifo meu: aqui uma cutucada bem pesada no sistema de cotas, adotado em várias universidades)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
 
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Fonte: Recebido por email e também de rolar o texto pela net há algum tempo.

14/09/2010

Artigo - Atualizar a pedagogia face ao mundo mudado


Leonardo Boff é  teólogo, filósofo e escritor
Por Leonardo Boff (*)
Séculos de guerras, de confrontos, de lutas entre povos e de conflitos de classe nos estão deixando uma amarga lição. Este método primário e reducionista não nos fez mais humanos, nem nos aproximou mais uns dos outros e muito menos nos trouxe a tão ansiada paz. Vivemos em permanente estado de sítio e cheios de medo. Alcançamos um patamar histórico que, nas palavras da Carta da Terra, "nos conclama a um novo começo". Isto requer uma pedagogia, fundada numa nova consciência e numa visão includente dos problemas econômicos, sociais, culturais e espirituais que nos desafiam.
 Esta nova consciência, fruto da mundialização, das ciências da Terra e da vida e também da ecologia nos está mostrando um caminho a seguir: entender que todas as coisas são interdependentes e que mesmo as oposições não estão fora de um Todo dinâmico e aberto. Por isso, não cabe separar mas compor, incluir ao invés de excluir, reconhecer, sim, as diferenças mas também buscar as convergências e no lugar do ganha-perde, buscar o ganha-ganha.
Tal perspectiva holística vem infuenciando os processos educativos. Temos um mestre inolvidável, Paulo Freire, que nos ensinou a dialética da inclusão e a colocar o "e" onde antes púnhamos o "ou". Devemos aprender a dizer "sim" a tudo aquilo que nos faz crescer no pequeno e no grande.
Frei Clodovis Boff acumulou muita experiência trabalhando com os pobres no Acre e no Rio de Janeiro. Na esteira de Paulo Freire, entregou-nos um livrinho que se tornou um clássico: "Como trabalhar com o povo". E agora face aos desafios da nova situação do mundo, elaborou um pequeno decálogo daquilo que poderia ser uma pedagogia renovada. Vale a pena transcrevê-lo e considerá-lo pois nos pode ajudar e muito.
1."Sim ao processo de conscientização, ao despertar da consciência crítica e ao uso da razão analítica (cabeça). Mas sim também à razão sensível (coração) onde se enraizam os valores e de onde se alimentam o imaginário e todas as utopias.
2. Sim ao "sujeito coletivo" ou social, ao "nós" criador de história ("ninguém liberta ninguém, nos libertamos juntos"). Mas também sim à subjetividade de cada um, ao "eu biográfico", ao "sujeito individual" com suas referências e sonhos.
3. Sim à "praxis política", transformadora das estruturas e geradora de novas relações sociais, de um novo "sistema". Mas sim também à "prática cultural" (simbólica, artística e religiosa), "transfiguradora" do mundo e criadora de novos sentidos ou, simplesmente, de um novo "mundo vital".
4. Sim à ação "macro" ou societária (em particular à "ação revolucionária"), aquela que age sobre as estruturas. Mas sim também à ação "micro", local e comunitária ("revolução molecular") como base e ponto de partida do processo estrutural.
5. Sim à articulação das forças sociais sob a forma de "estruturas unificadoras" e centralizadas. Mas sim também à articulação em "rede", na qual por uma ação decentralizada, cada nó se torna centro de criação, de iniciativas e de intervenções.
6. Sim à "crítica" dos mecanismos de opressão, à denúncia das injustiças e ao "trabalho do negativo". Mas sim também às propostas "alternativas", às ações positivas que instauram o "novo" e anunciam um futuro diferente.
7. Sim ao "projeto histórico", ao "programa político" concreto que aponta para uma "nova sociedade". Mas sim também às "utopias", aos sonhos da "fantasia criadora", à busca de uma vida diferente, em fim, de "um mundo novo".
8. Sim à "luta", ao trabalho, ao esforço para progredir, sim à seriedade do engajamento. Mas sim também à "gratuidade" assim como se manifesta no jogo, no tempo livre, ou simplesmente, na alegria de viver.
9. Sim ao ideal de ser "cidadão", de ser "militante" e "lutador", sim a quem se entrega, cheio de entusiasmo e coragem, à causa da humanização do mundo. Mas também sim à figura do "animador", do "companheiro", do "amigo", em palavras pobres, sim a quem é rico de humanidade, de liberdade e de amor.
10. Sim a uma concepção "analítica" e científica da sociedade e de suas estruturas econômicas e políticas. Mas sim também à visão "sistêmica" e "holística"da realidade, vista como totalidade viva, integrada dialeticamente em suas várias dimensões: pessoal, de gênero, social, ecológica, planetária, cósmica e transcendente."