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29/06/2011

Marchas e mobilizações para jornalistas...

Essa eu gostei demais - pinçada do blog Desilusões Perdidas:

Marchas e outras mobilizações da moda para o jornalista que adora tumultuar
  • Marcha da Redação com Deus pela Liberdade de Imprensa.
  • Ato de Resistência ao Novo Acordo Ortográfico (pelo direito de escrever idéia com acento).
  • Microfonaço (pelo direito de perguntar quando e a quem bem quiser).
  • Parada do Orgulho do Assessor de Imprensa.
  • Marcha pela Divulgação de Notícias Vagabundas (inspirada no movimento canadense SlutNewsWalk).
  • Marcha dos Motoristas de Carro de Reportagem pela Democratização da Boca-Livre.
  • Churrasco do Diploma Diferenciado (manifestação bem-humorada em defesa do diploma de jornalismo).
  • Marcha Nacional pela Máquina de Café na Redação.
  • Marcha da Maconha (liderada, enrolada e apertada pelos fotógrafos).
  • Twittaço pela Dignidade (com a divulgação da hashtag #SouJornalistaMasSouLimpinho).
Recebido via Clube da Comunicação

20/04/2011

Provérbios Jornalísticos

  • Diga-me com quem andas que eu publicarei na revista de fofocas.
  • Depois da tempestade, vem a matéria de enchente.
  • Em terra de pessoa jurídica, quem tem carteira assinada é rei.
  • Quem nada deve com certeza não é jornalista.
  • De follow-up em follow-up o assessor de imprensa enche o saco
  • Aqui se faz frila, aqui não se paga.
  • Atrás de um grande repórter de TV, há sempre um grande produtor.
  • Quem indica, amigo é.
  • A pressa é inimiga da boa apuração.
  • Não há folga que sempre dure, nem plantão que nunca se acabe.
  • Mais vale um frila na mão do que cem vagas de correspondente internacional voando.
  • Não adianta chorar sobre o furo tomado.
  • Em redação que tem estagiário bonitinho, jornalista cultural caminha de costas.
  • Quem tem boca vai à coletiva de imprensa filar um rango.
  • Devagar se perde o deadline.
Obs.: recebido por email
P.S.: quem souber de outros é só enviar (samucajor@gmail.com)

28/03/2011

Lei de Murphy no Jornalismo

A Lei de Murphy aplicada ao jornalista

Um post dedicado a você, jornalista azarado deste Brasil:

  • A pilha do gravador sempre acaba no momento mais importante da entrevista.
  • O computador dá pau bem no dia em que você esquece de salvar o texto.
  • Sempre que você estiver superatrasado para a pauta, há grandes chances de uma passeata de professores, ecologistas ou anões fechar o trânsito.
  • No dia em que você escrever a matéria da sua vida, o editor vai esquecer de assinar o seu nome na matéria.
  • Quando você, enfim, conseguir marcar uma entrevista exclusiva com o Papa, ele morrerá na véspera, vítima de uma overdose de cogumelo do sol.
  • É bem na loucura do fechamento que a moça do orfanato liga pedindo a sua participação na “campanha do leite”.
  • Aquela coletiva com almoço no Fasano rola bem no dia em que você só pode tomar sopinha, porque arrancou um dente do siso.
  • O celular da fonte sempre dá caixa postal quando você precisa falar com ela com urgência.
  • A máquina de café sempre quebra na noite do seu pescoção.
  • Frila extra e bom só rola quando você está atolado de trabalho na redação e não pode aceitá-lo.
  • Se existe 0,0001% de probabilidade de você esquecer o texto num link de TV, você vai esquecer.
  • No seu fim de semana de folga, chove.
  • Quando o Pelé morrer, vai morrer, com certeza, no seu plantão.
 
Fonte: Eu vi no blog Desilusões Perdidas

02/12/2010

Reportagem desastrada!

Nem precisa de tradução!
Dá pra imaginar o tamanho do trabalho que o cidadão teve para terminar a obra de arte... Então vem um repórter, empolgado e desastrado e...
Veja o vídeo...


Fonte: Youtube

03/11/2010

Cuidado com as ofensas no trabalho!!

Ofensas no ambiente de trabalho devem ser reparadas

Jornal é responsável por editor ridicularizar reportagem feita por jornalista. A 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais condenou o jornal a pagar indenização por danos morais a um jornalista, que se sentiu humilhado pelo superior hierárquico, na redação. Isso porque o supervisor enviou um e-mail com críticas a uma notícia do jornalista para outros colegas de trabalho.

Para o desembargador, caso o supervisor estivesse se sentindo insatisfeito com o modo de escrever do jornalista, deveria ter conversado com ele, em particular, ou, mesmo, optado por dispensá-lo, mas nunca enviar mensagem aos seus colegas de trabalho com conteúdo tão ofensivo. Da forma realizada, o chefe foi desrespeitoso com o trabalhador, humilhando-o e ofendendo-o em sua honra e dignidade.

Segundo observou o relator, o empregado atuava como jornalista policial e, no exercício de suas funções, redigiu um texto, que foi publicado no jornal Diário da Tarde. Em razão dessa publicação, seu chefe enviou um e-mail para o seu setor de trabalho, direcionado aos repórteres e editores de polícia, com críticas pejorativas à matéria.

"O que foi publicado hoje na página 9 não deveria sair nem no jornal da roça, no diário do sertão, no jornal do boteco do zé mané e nem no jornal da PQP. É totalmente absurdo e demonstra total falta de bom senso e falta de respeito com o leitor e com jornalismo de qualidade", disse o editor.

“Independentemente do conteúdo da reportagem elaborada pelo reclamante, não cabia ao seu superior enviar a todo o setor de trabalho do autor e-mail ridicularizando a sua matéria”, enfatizou.

Ele manteve a condenação do jornal ao pagamento de indenização por danos morais. Apenas o valor da reparação foi reduzido para R$ 8,5 mil. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-MG.

RO 00970-2009-138-03-00-6

27/10/2010

Os Novos Escribas ganha o Prêmio Esso

O livro Os novos escribas — O fenômeno do jornalismo sobre investigações no Brasil, de Solano Nascimento, foi agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo na categoria “melhor contribuição à imprensa”. A cerimônia de premiação será no dia 18 de novembro, no Rio de Janeiro. O livro, lançado pela Arquipélago Editorial com apoio do Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Brasília, retrata uma tendência à substituição da apuração do próprio repórter pela publicação de dossiês e investigações de agentes oficiais. “Há uma grande diferença entre descobrir uma irregularidade e descobrir que alguém descobriu uma irregularidade”, avisa Solano Nascimento na frase de abertura deste livro provocador. Ele está se referindo a uma transformação silenciosa – e maléfica – que ocorre no jornalismo dito investigativo no Brasil: não é mais o próprio repórter que desvenda as maracutaias e falcatruas, mas autoridades que têm a obrigação de fazer isso, como policiais, promotores, procuradores e outros agentes de órgãos de fiscalização. Ao jornalista cabe apenas ter acesso àquela fita, ao tal dossiê, ao vídeo comprometedor. Para detectar essa tendência, o autor observou a cobertura jornalística dos escândalos políticos nas três principais revistas semanais do país – Veja, IstoÉ e Época – em todos os anos em que houve disputa presidencial desde a redemocratização, da eleição de Fernando Collor de Mello, em 1989, à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Com apuro científico e analítico, Solano Nascimento demonstra que a transformação do “jornalismo investigativo” no que ele chama de “jornalismo sobre investigações” é uma realidade incômoda.

21/10/2010

Goiás: Jornalista pede demissão ao vivo

Cena rara na TV brasileira: o jornalista Paulo Beringhs da TBC- TV Brasil Central- vinculada ao governo de Goiás, se demite ao vivo, diante dos telespectadores e dos entrevistados.


O segundo turno para o governo de Goiás é disputa entre pesos-pesados: Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB), atualmente em empate técnico nas pesquisas. Ambos já foram governador do estado, ocuparam cargos importantes na esfera local e nacional. Perillo hoje é senador, Resende, prefeito de Goiânia. Curiosamente, ambos medem forças através de um evento incomum: a comemoração de suas festas de aniversário, verdadeiras procissões de gente humilde até as fazendas dos dois políticos, com direto a show de gente famosa e mega churrascão (veja os videos abaixo, com a comilança 2010).

Na TV pública local, o jornalista Beringhs se meteu a brincar de democracia e convidou ambos candidados para o debate político. Acabou se chocando com a AGECOM- Agência Goiana de Comunicação- mantenedora da TV Brasil Central, que segundo o jornalista é ligada ao grupo de Iris Resende.

É um episódio que deveria nos estimular para discutir o conceito de TV pública no Brasil. Se não conseguimos transformar as dezenas, senão centenas de emissoras públicas que hoje estão em mãos de grupos políticos em verdadeiras emissoras públicas, vamos continuar assistindo a espetáculos patéticos como a demissão de Beringhs. Ou talvez pior, nem nos daremos conta porque é bastante raro um jornalistas com a coragem dele para expor isso na fuça dos telespectadores, que aliás são os contribuintes que pagam as contas da emissora.

Beringhs aprendeu a duras penas e nos mostrou diante das câmeras que em briga de elefante, quem se machuca é a grama.

PS: para entender melhor, o poder dos elefantes, veja abaixo os videos com a disputa entre Perillo e Resende para mostrar quem tem o maior poder na hora de apagar as velinhas do bolo de aniversário.



Fonte: Blog do Tas

Conselho de Comunicação será implementado no Ceará

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou ontem (19) proposta de implementação do Conselho de Comunicação Social no Estado. Para que o órgão entre em atividade é preciso a assinatura do governador Cid Gomes (PSB) e uma nova avaliação da Casa.

O projeto segue a esteira da Conferência Nacional da Comunicação realizada em dezembro do ano passado pelo governo federal, em Brasília. Nela foi proposta a criação desses conselhos em todos os Estados.

Segundo o texto do projeto, o conselho será vinculado à Secretaria da Casa Civil do Ceará. Além de acompanhar a produção pública e estatal de comunicação, o projeto prevê o monitoramento dos demais veículos de comunicação locais e a elaboração de uma política estadual de comunicação.

Também está previsto “monitorar, receber denúncias e encaminhar parecer aos órgãos competentes sobre abusos e violações de direitos humanos nos veículos de comunicação no Estado do Ceará”. O texto não explicita quais são os órgãos competentes para julgar as denúncias, nem apresenta punições aos veículos.

Se aprovado, o conselho será composto por 25 membros –sete representantes de governo, Assembleia e escolas de comunicação; oito dos proprietários dos meios de comunicação; e dez da sociedade civil, incluindo o sindicato de jornalistas e movimento estudantil. Os mandatos serão de dois anos e os membros não receberão pagamento.

O Sindicato dos Jornalistas do Ceará é favorável ao projeto, de autoria da deputada Rachel Marques (PT).

O governador foi procurado para comentar o assunto na tarde hoje, mas sua assessoria afirmou que ele estava em reunião com os secretários e não havia previsão de término.

Fonte: Folha de SP

28/09/2010

Brigar com a imprensa é ruim para o país

Briga entre governo e mídia é ruim
para todos, diz Ricardo Kotscho

Por Juliana Iootty e Rafael Spuldar (BBC Brasil)
São Paulo

Ex-secretário de Imprensa do governo Lula, entre 2003 e 2004, o jornalista Ricardo Kotscho avalia, em entrevista à BBC Brasil, que o recente confronto entre o governo e a mídia tem efeitos nocivos para o Brasil.
"Criou-se um clima de beligerância que não é bom, não é bom para o governo, não é bom para o país, não é bom para a mídia", afirma Kotscho, que acumula mais de 40 anos de profissão, muitos deles dedicados ao jornalismo investigativo.
O governo Lula, o PT e a mídia vivem na reta final da campanha eleitoral, poucos meses antes da posse de um novo presidente, um de seus momentos de atrito mais intensos dos oito anos de gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A crise começou a ganhar os contornos de confronto a partir da publicação, no dia 11 de setetmbro, de reportagem da revista Veja afirmando que um dos filhos da então ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra - que substituiu Dilma no cargo -, comandava um esquema de lobby dentro do Palácio do Planalto, envolvendo inclusive o pagamento de propinas.
A repercussão do caso, com novas denúncias publicadas no jornal Folha de S.Paulo, levou à demissão da ministra, no dia 16.
Lula e a candidata do PT à sua sucessão, Dilma Rousseff, foram ao ataque e desferiram fortes críticas aos veículos de comunicação, com Lula declarando em entrevista que a imprensa "tem partido e candidato" e afirmando que os donos de jornais "deviam ter vergonha".
Na entrevista à BBC Brasil, Kotscho critica duramente o papel da imprensa, diz acreditar que as empresas jornalísticas do país rejeitam uma possível vitória de Dilma e afirma que a mídia está se sentindo "derrotada" no atual processo eleitoral.
Mas o jornalista reserva também uma crítica ao presidente Lula, dizendo que ele está errado em sair a público para criticar o trabalho dos veículos de comunicação.
Kotscho acrescenta ainda que teme pelo futuro das relações entre governo e mídia caso Dilma seja eleita, afirmando que a ex-ministra não tem a mesma capacidade de negociar que Lula.

Leia a entrevista de Ricardo Kotscho à BBC Brasil:

BBC Brasil - A reta final da campanha eleitoral foi fortemente marcada pelo confronto entre o governo do presidente Lula e a imprensa. O senhor, que fez uma carreira como jornalista investigativo e, por outro lado, trabalhou com o governo, o que diria? É possível ser imparcial nesse debate
Ricardo Kotscho - Sempre se discute a neutralidade do jornalismo, a imparcialidade do jornalismo. Eu não acredito nesses chavões, a grande imprensa sempre diz isso, que eles são imparciais. A partir do momento em que a Dilma disparou nas pesquisas e todos os institutos mostraram que ela pode ser eleita no primeiro turno, a impressão que me dá é que bateu um desespero, tanto na campanha da oposição, que radicalizou no discurso, quanto na mídia. E no Brasil hoje, a grande mídia, a velha mídia, ela se confunde... você não sabe onde termina o Jornal Nacional e onde começa a campanha do Serra. Acho que virou uma questão pessoal dos jornalistas e dos donos dos meios de comunicação com o Lula. Eles simplesmente não admitem que Lula tenha sido eleito, reeleito e agora esteja fazendo um sucessor.
Nesta semana, tive uma conversa com o presidente Lula e disse a ele que achava que ele não deveria entrar nessa guerra, não deveria falar da imprensa, deveria esquecer a imprensa. Os dois lados estão errados, acho que o presidente da República não tem que ficar todo dia falando da imprensa, criticando a imprensa. E, do outro lado, a imprensa não pode ser um partido político, agir como um partido político, que é o que está acontecendo. Nesta semana, houve dois atos públicos em São Paulo. Um em defesa da democracia, da liberdade de imprensa, como se a liberdade de imprensa estivesse ameaçada, e outro, no Sindicato dos Jornalistas (de São Paulo), uma manifestação dos partidos aliados do governo e do movimento sindical, contra o golpismo midiático, contra esses órgãos de imprensa que estão fazendo campanha a favor do Serra e contra a Dilma.
Este é o momento que estamos vivendo agora. Eu não gosto disso, acho que não é bom para o país, não é bom para a democracia brasileira. Mas não é como alguns tentam fazer parecer, que estamos à beira de uma guerra civil, que a democracia está ameaçada, isso não existe. A liberdade de imprensa não está ameaçada. Você pega qualquer veículo, liga qualquer TV, ouve qualquer rádio, nunca tivemos tanta liberdade quanto temos hoje. Eu acho que essa liberdade está sendo abusada, mal usada.
BBC Brasil - O senhor está dizendo que deveria haver um limite à liberdade de imprensa?
Kotscho: Não, não um limite para a liberdade de imprensa. Eu defendo a autorregulamentação da profissão. O espírito do Conselho Federal de Jornalismo, de cuja discussão eu participei quando estava no governo, era o de criar uma entidade - como há em todas as profissões no Brasil - para zelar pela profissão, em defesa da própria profissão e em defesa da sociedade. O modelo que eu acho que funciona muito bem, que nós temos há 30 anos no Brasil, é o modelo do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Com o fim da Lei da Imprensa, que todo mundo era contra, que era da época da ditadura, não ficou nada no lugar.
BBC Brasil - A Justiça não deveria cumprir esse papel?
Kotscho: Não cumpre. Foi esse o argumento que usaram quando acabaram com a Lei de Imprensa: não precisa pôr nada no lugar porque o Código Penal e o Código Civil já têm (mecanismos de controle). Não têm. Por exemplo, tem uma questão que eu acho básica, que é o direito de resposta., que a Justiça leva anos para decidir. Esse é um direito básico da sociedade. O controle jamais pode ser exercido pelo Estado. Quando se fala em conselho profissional, não tem nada a ver com o Estado. Eu lamento, como jornalista, essa situação da imprensa, e, como cidadão, esse clima que se criou, que é errado. A imprensa não tem que disputar a eleição, tem que cobrir a eleição, testemunhar, relatar. E do outro lado, acho que o governo foi muito longe nessa briga com a imprensa.
BBC Brasil - O quão longe?
Kotscho - Criou-se um clima de beligerância que não é bom, não é bom para o governo, não é bom para o país, não é bom para a mídia.
BBC Brasil - Se Dilma for eleita, como indicam as pesquisas, o que fica de legado desse confronto? Como será a relação de um possível governo seu com a mídia?
Kostcho - Essa é minha preocupação.
BBC Brasil - Qual o pior cenário?
Kotscho - Acho que um cenário de confronto. Pelo que os grandes meios (de comunicação) mostraram até agora, eles não aceitam a eleição da Dilma, não só por questões políticas, ideológicas, econômicas, mas por uma questão pessoal mesmo. Não aceitam o Lula e, por tabela, não aceitam a Dilma, e a desqualificam. Eu não sei como vai ser esse diálogo.
Lula, mesmo com toda aquela antiga imagem radical, de líder sindical, na verdade sempre foi um negociador, desde os tempos de sindicato. Conversava com todo mundo, com os donos das empresas, dirigentes patronais. A Dilma não tem essa prática que o Lula tinha de falar com o diferente, de dialogar, de conversar horas para tentar chegar a um acordo. Então não sei como é que vai ser.
BBC Brasil - Nós estamos falando do confronto entre governo e mídia, mas precisamos pensar que existe também um público. E, aparentemente, os efeitos desse embate não estão sendo sentidos com grande força, em termos de pesquisa de opinião. Como fica o público no meio desse confronto?
Kotscho - Essa é a questão central, que acho que explica o que está acontecendo. A mídia está se sentindo derrotada, não é o José Serra que está perdendo. No começo, faziam matérias mais simpáticas ao Serra, mais críticas a Dilma, mas dentro da "margem de erro", vamos dizer assim. De uns tempos para cá, não. É matéria sobre o passado da Dilma, sobre os antepassados búlgaros. Eu acho que eles não aceitam mais uma derrota. E como é que fica o freguês? O eleitor, o consumidor de informação, o leitor? Eu acho que eles não pensaram nisso.
A guerra é tão insana, atingiu um estágio tão forte, tão dramático, que as pessoas não estão mais acreditando. As pessoas não acreditam mais no que diz o Jornal Nacional, a TV Globo, a Veja. As pessoas estão deixando de assinar revistas e jornais, recebo muitos comentários aqui no meu blog falando isso. É preciso ouvir o que pensa o público.
BBC Brasil - O senhor fala de clima de beligerância e de confrontos, mas todo esse imbróglio emana de denúncias, de fatos que foram verificados, não foram desmentidos, e que culminaram com a renúncia da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e de outras figuras do governo. Então perguntamos, o papel da mídia, diante desses fatos, não é o de reportar em interesse do público, de fazer essas denúncias
Kotscho - O papel da imprensa é reportar o que se sabe. O que é estranho é que é muita coincidência. Os fatos noticiados não são de agora. O caso do sigilo fiscal já vem de bastante tempo, do ano passado. Mesmo as denúncias da Casa Civil não são da semana passada. O que é estranho é que é muito planejamento. A Veja deu três capas seguidas com denúncias. A história do sigilo fiscal não teve efeito na pesquisa. Mas essas denúncias (sobre a Casa Civil), segundo o Datafolha, começam a fazer. Se esses problemas existem mesmo, e não estou negando que existam problemas no governo, por que só agora apareceram, por que só agora foram denunciados? Será que foram mesmo os repórteres dos veículos que levantaram essas histórias ou não haveria aí uma central de escândalos, de denúncias? Tudo o que foi denunciado é questão de polícia, tem que demitir, prender, processar. Agora, a consequência eleitoral de tudo isso, isso tudo vir à tona agora, a poucos dias da eleição... Não tenho provas, mas é estranho que isso aconteça agora.
BBC Brasil - Mas a despeito do momento em que isso está sendo publicado, o senhor acha que há uma outra opção? Qual seria a saída? Não denunciar?
Kotscho - Primeiro, denunciar. Quanto a isso, nenhuma discussão. Todo fato conhecido deve ser publicado. Mas durante uma semana, o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagens sobre o passado da Dilma, sobre o sujeito que fez campana na casa dela em Porto Alegre, sobre seus antepassados búlgaros, problemas que ela teve quando foi secretária (de Energia, Minas e Comunicação) em 1994... Então eu pergunto o seguinte: os outros candidatos não têm passado? A população não tem direito de conhecer a história do José Serra, da Marina Silva? Não saiu uma matéria sobre isso. A imprensa tem que mostrar sempre os dois lados.
BBC Brasil - Mas Dilma é uma figura pública relativamente recente em termos políticos, há muita coisa dela que não se conhece.
Kotscho - Concordo plenamente, a Dilma é mais desconhecida que o Serra. Mas o Serra tem um passivo muito maior. Até por conta do tempo dele na política, ninguém passa impunemente por 40 anos na política no Brasil, então não é possível que em 40 anos não tenha nada (sobre José Serra) para que o eleitor saiba e possa julgar a quem é melhor dar seu voto. Porque, no fundo, se trata disso.
BBC Brasil - Na sua opinião, há como dizer que a imprensa está extrapolando seu papel de fiscalização, controle, porque ela desagrada e confronta o governo? Onde e quando pode, se isso é possível, se decidir que a imprensa deixou de servir como uma salvaguarda da democracia?
Kotscho - Tudo depende do momento histórico, da circunstância. Essa mesma mídia da qual estamos falando hoje, sem exceção, apoiou o golpe de 1964. Apoiou não só em editoriais, mas com alguns de seus dirigentes participando de reuniões que levaram ao golpe. São as mesmas empresas de 1964. Em 1968, houve uma divisão, porque o Estado de São Paulo, que foi um dos jornais mais entusiastas do golpe, rompeu com os militares e partiu para a resistência, não aceitou a censura. Os outros aceitaram a censura passivamente até o fim. A Veja na época também não aceitou.
A imprensa teve um importante papel no final da ditadura, mostrando o movimento social, que estava crescendo. Mas não podemos esquecer que, em 1984, houve um momento muito importante no Brasil, que foi a campanha pelas Diretas. Para se ver que a história não é linear, e que não dá para se falar da imprensa brasileira, porque varia de um momento para outro. No começo, o único jornal que cobria a campanha pelas Diretas era a Folha, onde por acaso eu trabalhava. Os outros eram contra. E só entraram aos poucos, à medida que a população foi crescendo nas ruas, quando já não dava mais para ignorar.
Então não dá para se ter uma visão da imprensa como uma coisa monolítica, ela vai muito ao sabor dos seus interesses, das circunstâncias políticas do país.
BBC Brasil - Existe, na sua opinião, uma relação ideal entre mídia e governo?

Kotscho - Não existe, é impossível. Em nenhuma época, em nenhum país do mundo. Governo e imprensa são inconciliáveis, têm um tempo diferente, uma natureza diferente.

Eu vi em UOL Notícias

Dois pesos, duas medidas...

Estadão: censura tucana pode,
no Tocantins não pode

Ao que parece, o jornal utiliza dois pesos e duas medidas (grifo meu)

O Estadão dedicou sua manchete de hoje e duas páginas inteiras, sem nenhum anunciozinho, à eleição para governador no Tocantins. E o que está acontecendo lá que mereceu tanto espaço do jornalão paulista? Um desembargador do TRE local vetou a divulgação de informações sobre investigações do Ministério Público de São Paulo relacionadas ao candidato a governador pelo PMDB, Carlos Gaguim.


A decisão é realmente questionável, mas o Estadão não mostrou a mesma indignação e nem cedeu espaço comparável à decisão da Justiça Eleitoral do Paraná de impedir a divulgação de pesquisas eleitorais. Aliás, que eu visse, nem publicou uma linha.

O que será que difere um caso do outro, que levou o Estadão a se mobilizar tanto e a protestar contra censura no Tocantins e a não reagir da mesma forma no Paraná? O que terá levado o jornal a não agir com a imparcialidade que tanto apregoa?

O motivo é simples. A proibição de divulgar informações sobre as investigações do MP no Tocantins veio da coligação que apóia o candidato do PMDB e é formada por 11 partidos, entre eles o PT, como destaca o Estadão logo na chamada da primeira página. Já a decisão da Justiça Eleitoral de vetar a divulgação das pesquisas no Paraná foi pedida pela coligação do candidato Beto Richa, do PSDB, mesmo partido do candidato à presidência que o Estadão apóia.

No Paraná, Datafolha, Vox Populi e Ibope estão proibidos de terem suas pesquisas ao governo do estado divulgadas. A do Datafolha é feita em conjunto com a Folha de São Paulo. A do Vox Populi é parceria com a Band. E a do Ibope foi encomendada pela emissora de tv local RPCTV. Mas nem a associação das pesquisas com tradicionais órgãos de comunicação causou tanta indignação quanto o caso do Tocantins.

Contra ele, levantaram-se diversas vozes, como a indefectível Associação Nacional de Jornais (ANJ) e sua parceira das emissoras de televisão (Abert), assim como logo se pronunciou o candidato José Serra, afirmando que a decisão da Justiça Eleitoral do Tocantins esconde um “estelionato eleitoral de esquema político do PT”. O mais curioso é que quebraram a cara, pois a coligação do governador já foi ao Judiciário esclarecer que a proibição que pede é só para o uso eleitoral das acusações. Portanto, não pedem censura alguma aos jornais.

Se a decisão do juiz do TRE do Tocantins põde ser considerada censura à imprensa a da Justiça Eleitoral no Paraná também o é. E o tratamento diferente dado pelo Estadão e outros veículos da grande mídia ao caso revela que atribuem diferentes pesos a sua cobertura jornalística de acordo com os interesses eleitorais que defendem.

Fonte: Eu vi no Blog do Amoral Nato

17/09/2010

Deixa eu ver se queimada é ruim mesmo??

Para estudar queimadas, pesquisadores
incendeiam 1 milhão de m² de floresta


Cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e do Woods Hole Research Center (WHRC), dos EUA, fizeram, na última semana, a queima de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados) de floresta numa fazenda de soja em Querência (MT) para estudar o efeito do fogo sobre a mata.
A pesquisa, que acontece há sete anos, tem a intenção de obter dados detalhados sobre as consequências de sucessivos incêndios na vegetação, quanto emitem de carbono na atmosfera, além de formas para recuperar o que foi destruído.


Fonte: Notícias Amazônia


Comentário meu: Ah, a moda podia pegar em outro sentido... Do tipo, vamos prender um político corrupto (de verdade) para ver se ocorre alguma mudança substancial na ética e se a corrupção cai... (vai sonhando!!)

13/09/2010

PF destrói pista de pouso clandestina no Tocantins


Agentes da Polícia Federal (PF) do Estado do Tocantins destruíram um campo de pouso clandestino durante a Operação TNT, cujo objetivo é prevenir crimes de tráfico de entorpecentes, crimes ambientais e contra comunidades indígenas. A pista foi aberta na Área Indígena do Araguaia, na Ilha do Bananal, extremo oeste do município de Lagoa da Confusão, distante 220 quilômetros de Palmas. A operação começou a ser desenvolvida após a prisão de um dos traficantes, que teria utilizado a pista para o recebimento de entorpecentes.
Segundo a PF, durante o planejamento da explosão da pista foram consideradas as condições climáticas adequadas para se realizar uma operação dessa natureza. Não era possível na estação chuvosa, por impossibilidade de acesso terrestre, e, na estação seca, como agora, o cuidado tinha que ser redobrado por causa das queimadas na região.
Outra preocupação foi com a recuperação do meio ambiente, uma vez que a pista se localizava às margens do Rio Tabelaí, afluente do Riozinho, que, por sua vez, é também afluente do Javaés, braço menor do Rio Araguaia.


Fonte: Agência Estado

Clipping Jurídico - 13/09/2010

  • Após operação da PF, governador do Amapá fica preso até quarta

  • Advogados tentam evitar prorrogação das prisões de políticos do Amapá 

  • Batalhão da Polícia Militar tem 68 suspeitos ainda em serviço 

  • Em Campinas, juiz quer reabrir caso de Toninho do PT

  • Irã cobra fiança para libertar cidadã americana acusada de espionagem 

  • Corrupção é o crime mais combatido por Polícia Federal, diz estudo

  • Turcos aprovam mudança na Constituição e avalizam premiê

  • Fonte: Última Instância

    09/09/2010

    Incêndio sob linhão no Tocantins "apaga" o Nordeste


    INCÊNDIO NO TOCANTINS GEROU APAGÃO NO NORDESTE

    (imagem meramente ilustrativa)
    Um incêndio na linha de transmissão que liga os municípios de Gurupi (TO) e Miracema (TO) foi a causa do apagão ocorrido no feriado de 7 de setembro em parte dos municípios de 11 Estados nas regiões Nordeste e Norte do país. A informação foi dada hoje (na verdade ontem - 8/9/10) pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

    O apagão causou a interrupção de 1.808 MW de carga, sendo 1.516 MW nos Estados da região Nordeste e 292 MW da região Norte. Segundo o ONS, houve um desligamento automático de três circuitos de transmissão. Essas regiões ficaram desconectadas durante 46 minutos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

    O ONS também informou que as usinas térmicas de Jesus Soares Pereira (367,9 MW), Endesa Fortaleza (346,6 MW) e Termopernambuco (532,8 MW) também saíram do sistema durante o período.

    O restabelecimento do fornecimento da região Norte demorou menos de cinco minutos, a partir das 16h47. Já na região Nordeste, a recomposição da carga total levou mais de 1h15, atingindo sua totalidade às 18h18. Os Estados atingidos foram Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão, Pará e Tocantins.

    Fonte: A Tarde

    31/08/2010

    Cidade francesa vítima de chuva de excrementos

    Mistério de chuva de fezes intriga

    cidade na França

    Excrementos de animais vêm caindo constantemente sobre vilarejo desde maio; cientistas não conseguiram identificar procedência.


    Uma misteriosa "chuva" de excrementos intriga os habitantes do vilarejo de Saint-Pandelon, no sudoeste da França. Desde meados de maio, eles se queixam de "gotas" marrons que caem do céu, com cheiro e textura de matéria fecal.O prefeito do vilarejo, Jean-Pierre Boiselle, afirmou que uma "chuva de cocô" passou a cair durante o dia e também à noite no município. Se no início a história fazia os 750 habitantes da localidade sorrirem, eles passaram a ficar aterrorizados com a chuva de excrementos, que deixou partes da cidade com ar irrespirável.
    As crianças não podem mais brincar fora de casa e os moradores hesitam em comer as frutas e legumes das hortas locais. Eles também não fazem mais churrascos ao ar livre nesse período de verão na Europa.
    Teorias - As "gotas" marrons, quase do tamanho de uma unha do dedo mínimo, sujam os carros, móveis de jardim e as roupas secando nos varais. A primeira hipótese levantada pelos moradores para explicar o fenômeno foi a de que aviões estariam despejando o conteúdo de seus banheiros sobre a região.
    Mas isso seria impossível, afirmou a Direção Geral da Aviação Civil da França, acrescentando que "os aviões de linha são pressurizados e não é possível despejar o conteúdo de banheiros ou de nenhuma outra coisa".
    Após investigações, a polícia militar francesa declarou que a "chuva" de fezes poderia ser causada por aves migratórias, da espécie conhecida como andorinhões, que se instalaram na região nesta estação.
    "Esse pássaro tem a particularidade de voar o tempo todo e se alimentar em pleno voo. Por isso as fezes caem durante o dia e à noite", afirmou o capitão Michel Brethes, da polícia militar de Dax, nos arredores do vilarejo de Saint-Pandelon.
    Exames - Um laboratório da região realizou neste mês pesquisas científicas com o material coletado e confirmou que as "gotas" que cairam do céu são excrementos de origem animal, mas não conseguiu solucionar totalmente o mistério.
    "Nas amostras analisadas, não encontramos bactérias específicas das fezes humanas. Mas não podemos dizer a qual tipo de animal esses excrementos correspondem", afirmou Alain Mesplède, diretor do laboratório de análises científicas da região. "Apenas confirmamos a presença de bactérias típicas a todas as espécies animais", diz o pesquisador.

    Sem saber ao certo se as fezes seriam realmente de pássaros, os moradores de Saint-Pandelon esperam que a "chuva" fedorenta não caia novamente em outras estações.

    Fonte: Eu vi no G1, mas a matéria é da BBC Brasil

    30/08/2010

    Jornalismo frágil à brasileira

    Recebi isto por email, achei pertinente a perspicácia de quem bolou e estou trazendo para vocês, amigos jornalistas e caros colegas estudantes.
    Deviam ou não deviam colocar isto em algumas matérias, hoje em dia?
    Riam, sintam-se ofendidos (será?), discutam o assunto mas, enfim, não dá pra ficar inerte com uma brincadeira séria como esta abaixo...
    Veja...

    Fonte: eu vi no blog O Esquema