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30/03/2011

UFT vai mapear o transporte escolar no Brasil

UFT vai mapear o transporte escolar no Brasil

O acesso à educação em muitas comunidades rurais do país, só é possível por meio do fornecimento gratuito de transporte público. O Brasil possui atualmente 4,9 milhões de alunos da educação básica da rede pública de ensino que sem transporte não vão às aulas, ou seja, 10% de todos os matriculados.
Para garantir o direito à educação e transportar estes alunos, os municípios recebem mediante convênio recursos do Estado referente a cada estudante transportado. Mas a realidade de municípios do Sudeste, por exemplo, é bem diferente da região Norte. Não há ainda parâmetros claros e homogêneos para a estimativa de valores a serem pagos para terceirização do serviço.
Em virtude disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fechou uma parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) para buscar solução para estes problemas. Dessa forma, a UFT irá desenvolver uma pesquisa de campo para levantar os dados relacionados ao custo operacional do transporte escolar rural brasileiro, a fim de conhecer a realidade dessa despesa nas diferentes regiões do país.

Números - O estudo será desenvolvido em dois anos, por professores e alunos da UFT. Serão mais de 600 pessoas envolvidas, em cerca de 400 municípios pesquisados. O investimento será de 17 milhões só em 2011. Com este dinheiro vai ser possível treinar equipes, comprar equipamentos, visitar pontos estratégicos, entre outras ações.
Para o reitor da UFT, Alan Barbiero, este é um projeto de grande importância, pois a Universidade está assumindo uma coordenação nacional de um trabalho que terá um impacto grande nas políticas públicas que se refere ao transporte escolar de todo o Brasil. “O projeto foi submetido ao Ministro da Educação e ao FNDE e a UFT teve a confiança destes gestores da educação nacional, isso mostra a credibilidade da instituição”. Barbiero afirmou ainda, que os trabalhos já começarão de imediato, com o processo de seleção para contratar pessoas que vão trabalhar no núcleo básico da pesquisa.
Os resultados da pesquisa terão um efeito prático que é a definição de uma política pública de compensação aos municípios e estados pelo custo do transporte escolar das crianças. “A grande pesquisa que será realizada pela UFT vai atingir o Brasil todo. Esse trabalho resulta na melhoria dos serviços ofertados ao país, veículos diferenciados, novas ações no transporte escolar e conhecimento da realidade para indicar ações para o Ministério da Educação”, afirmou o coordenador geral de apoio à manutenção escolar e transporte escolar do FNDE, José Maria Rodrigues de Souza. 

Fonte: Dicom/UFT

24/10/2010

Rio Tocantins é alvo de pesquisa em Imperatriz

Imperatriz: pesquisa revela que
Rio Tocantins apresenta metais pesados
Cobre e ferro foram os metais encontrados em maior concentração no leito do rio

Segundo maior rio inteiramente brasileiro, perdendo somente para o São Francisco, o Rio Tocantins nasce no estado de Goiás e, depois, passeia pelos estados do Tocantins, Pará e Maranhão, até se unir às águas do Amazonas. Em quase todo o seu leito, apresenta-se navegável e com grande potencial hidrelétrico. No entanto, o desenvolvimento desordenado, por meio de atividades industriais, agrícolas e exploração de recursos minerais, está poluindo os mananciais e prejudicando a qualidade de vida nas localidades banhadas pelo rio.

Pensando no potencial e na importância do rio Tocantins para sua população ribeirinha, o Prof. Dr. Paulo Roberto da Silva Ribeiro, do curso de Enfermagem da UFMA Imperatriz, se propôs a elaborar um estudo sobre a presença de metais pesados nas águas do rio.

A pesquisa foi efetivada por meio do PIBIC - UFMA (Programa de Institucional de Iniciação Científica) e teve o auxílio da bolsista Reginária Morais Duarte, do curso de Engenharia de Alimentos e do IBAMA, que disponibilizou transporte e guia.

Para análise, foi utilizado o percurso entre as cidades de Ribamar Fiquene e de Cidelândia. Onze pontos de coletas foram catalogados e analisados nos dias 08 e 09 de abril deste ano, no período da manhã e da noite. Segundo o professor Paulo Roberto, este período foi escolhido por ser a época de cheia do rio, quando os poluentes estão mais diluídos.

Algumas análises foram feitas no local, tais como ph, temperatura, condutividade elétrica e a quantidade de sólidos e oxigênios diluídos. As outras análises foram feitas posteriormente, no laboratório da UEMA, com a colaboração do professor Jorge Diniz de Oliveira, e no laboratório da UFMA.

Após a coleta e análise do material, ficou constatado que o ponto de maior degradação das águas do Tocantins está na área que compreende a cidade de Imperatriz. Os metais encontrados em maior concentração foram o ferro e o cobre. Segundo a aluna e bolsista Reginária Morais, a concentração desses dois metais está intimamente ligada a fatores como propriedade do solo, o esgoto doméstico e comercial, pilhas, baterias, fertilizantes e defensivos agrícolas e, principalmente, os efluentes de postos e oficinas mecânicas que são lançados no leito do rio.

O professor afirma que o ser humano em contato excessivo com o cobre pode apresentar algumas doenças, como distúrbios renais e hepáticos, e o contato com o ferro leva ao escurecimento das roupas, entupimento das tubulações de água e, quando acumulado no intestino, dificulta a absorção de nutrientes, além de conferir sabor desagradável à água.

Reginária explica que o motivo principal que a levou a se interessar por esse tema das águas do rio Tocantins foi o descaso da cidade com ele, e a sua importância como meio de geração de renda para agricultores e pescadores. “Um fator de preocupação maior é a questão da água que fica carregada de metais pesados e estes, por sua vez, se acumulam nos alimentos, como as hortaliças, que posteriormente serão consumidas na forma crua pelo homem". afirma.

A pesquisa revelou que, por causa dos altos índices de ferro e cobre, o Tocantins está com problemas de autodepuração (capacidade de retornar às condições ecológicas iniciais). Como o processo de renovação é lento, isto significa que a quantidade de dejetos que o rio recebe é maior do que a capacidade de restauração das suas águas.

Para o professor Paulo Roberto, os dados obtidos nesta pesquisa irão subsidiar os órgãos e programas de controle ambiental, que permitirão a criação de políticas públicas para melhorar a qualidade de vida daqueles que dependem direta ou indiretamente dos recursos hídricos do Tocantins.

Fonte: UFMA
Edição:Roseane Pinheiro
Redação: Marcela Barros
Foto: Acervo/pesquisa
Revisão de texto: Késia Andrade
Lugar: Ascom – Núcleo Imperatriz
Fonte: Marcela Barros
Notícia alterada em: 22/10/2010 16h09

07/10/2010

Pesquisa mapeia importância do celular no Brasil

Celular é o eletrônico mais importante na vida dos brasileiros


PESQUISA DA GFK TAMBÉM REVELA QUE OS MAIS JOVENS LIDERAM POSSE DE APARELHOS ELETRÔNICOS E ABORDA QUAIS EQUIPAMENTOS OS ENTREVISTADOS PRETENDEM ADQUIRIR

O celular é o aparelho eletrônico mais importante na vida dos brasileiros. É o que mostra uma pesquisa realizada pela GfK, 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil e 4º maior grupo mundial do setor. A pesquisa, realizada em maio deste ano, ouviu 1.000 pessoas, a partir dos 18 anos, de 12 cidades das regiões metropolitanas brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O Diretor de Atendimento a Clientes e Novos Negócios da GfK, Antonio Perrella, destaca que o resultado do estudo reflete a importância da comunicação em situação de mobilidade hoje, especialmente nos grandes centros. “As pessoas estão e querem estar sempre se deslocando, sem deixar de ter acesso aos outros, às notícias e às informações”, explica.

Quando perguntado sobre a importância dos aparelhos que possui, o celular recebeu dos entrevistados uma nota média de 8,67 numa escala de 1 a 10, em que 1 está para nada importante e 10 para muito importante. O item é também o eletrônico que os brasileiros mais possuem dentre os aparelhos abordados na pesquisa da GfK. Dos participantes do estudo 87% afirmam que possuem aparelho celular.

Em segundo lugar aparece o DVD, com 80%, e em terceiro a câmera digital, com 49% das citações. “Realmente o celular está presente na vida das pessoas de todas as classes. Hoje temos cerca de 189 milhões de linhas, quase um por habitante na média”, avalia Perrella.

O levantamento aponta que entre os mais jovens é maior a porcentagem de pessoas que possuem esse eletrônico (90% entre os entrevistados dos 18 aos 24 anos, e 95% dos 25 aos 34 anos). No entanto, o índice cai bastante entre os que têm mais de 56 anos (73%). “Para os jovens é sempre mais importante estar em contato”, explica o executivo da GfK.

A classe social e o sexo também são variáveis de influência na posse de eletrônicos. Nota-se em quase todos os itens analisados uma predominância do sexo masculino em relação ao feminino e das classes A e B em comparação com as C e D. Na análise de Perrella, o quesito rendimento tem bastante influência nessa diferença entre as classes sociais.

“Já o comparativo entre homens e mulheres, acredito que deva ser pela maior inserção masculina no mercado de trabalho”, avalia.

Intenção de compra - A GfK também sondou a intenção dos brasileiros em adquirir eletrônicos. Dos aparelhos que não possuem, a maioria dos entrevistados afirma que pretende comprar ainda este ano uma televisão modelo LCD/Plasma, 21%.

O modelo é, de longe, o eletrônico mais cobiçado por todos os segmentos pesquisados, independentemente de sexo, idade, classe socioeconômica, região ou situação laboral. Em segundo lugar entre os eletrônicos mais almejados, mas com índice baixo de intenção, estão a câmera digital e o Home Theater, com 7%.

A pesquisa aponta ainda que, embora os consultados com mais de 56 anos possuam em menor índice tanto a câmera digital quanto o Home Theater, o índice de pretensão de compra desses eletrônicos nesta faixa etária é de apenas 3% e 2% respectivamente.

Fonte: MaxPress

04/10/2010

Ainda sobre a suposta "inerrância" das pesquisas

A nota vem de outro veículo também, hoje e de algum tempo, não muito quisto em algumas esferas. Mas a análise do blog de Reinaldo Azevedo dá pra engolir, porque o mapa que as pesquisas desenhavam, por fim, se mostraram distantes da realidade das urnas... Leia e tire suas próprias conclusões...

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O leitor Feliciano Maduro decidiu juntar dois mapas. As áreas vermelhas indicam vitória de Dilma; as azuis, de Serra; o que está em cinza, indefinição.
Pois bem: à esquerda, vocês têm o Brasil como o Ibope disse que ele era no dia 2. À direita, o Brasil que saiu das urnas um dia depois.
Não fosse a estúpida loquacidade dos responsáveis pelas pesquisas no Brasil, que passaram a falar mais do que diziam seus números já perturbados, há esse constrangedor contraste.
Ainda falaremos muito sobre pesquisas nos próximos dias e os analistas que se tornaram contínuos ou do erro ou da má fé. Os “especialistas em pesquisa” do Estadão, Daniel Bramatti e José Roberto de Tolerado, deram o seguinte título para a reportagem sobre os mapas de votação: “Marina tira eleitores de Dilma, que perde em mais estados do que se previa”.
O que faz aí este “se” como índice de indeterminação do sujeito, cara pálida? Quem previa? Preparem-se para a reação corporativista dos institutos. Reivindicarão o direito de continuar declarando que estão certos, mesmo errados. O resultado de seus levantamentos nos estados também é uma tragédia. Daqui a pouco um deles sai da toca para acusar os críticos de “obscurantistas”. Os honestos tratem de rever sua ciência, coisa que os desonestos não farão, é claro! Em qualquer dos casos, os loquazes diretores de instituto devem falar menos e acertar mais.

Fonte: Veja

Ate onde confiar nos institutos de pesquisa?

Particularmente parei de acreditar nas pesquisas eleitorais. Tem sido um retrato infiel da realidade, em qualquer canto do País. Tanto em nível nacional quanto estadual, para mim foram todas "furadas" como diz o linguajar popular. Até onde confiar nas pesquisas? Até onde o contratante influencia no resultado do processo que é feito com um número representativo (pequeno) dos eleitores e corre à guisa de interesses até agora não esclarecidos (será que um dia serão?)

Segue matéria de O Globo (que também não é lá essas coisas!) sobre o assunto.
Vou garimpar outra notícia similar, mas, por enquanto, fica essa mesma...


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Se quiser ler a notícia no Globo Online, clique aqui