07/06/2010

Agronegócio só produz com veneno

6 de junho de 2010

Por João Pedro Stedile (*)

Coordenação nacional do MST e da Via Campesina

Publicado na revista Caros Amigos

Todos os dias a grande imprensa faz apologia ao agronegócio. Seriam eles que abastecem nossa população de alimentos, salvam a balança comercial, dão emprego aos pobres do campo e até sustentam a economia brasileira nas costas. Quanta mentira junta!
Os grandes proprietários de terra são também capitalistas na cidade, e muitos deles têm ações e vínculos com as empresas da mídia. A associação brasileira de agronegócio tem apenas 50 sócios, transnacionais, grandes cooperativas capitalistas e, pasmem, também a Rede Globo e o grupo O Estado de S. Paulo!
Mas, infelizmente, a realidade do agronegócio é outra.
O agronegócio se baseia na produção em grande escala, em lavouras de monocultivo – de uma só planta. Usam muita máquina e, portanto, desempregam, além de muito veneno, para matar todos os outros seres vivos que existam naquele espaço, sejam vegetais ou animais. Somente sobrevive o produto que eles plantam.
Cerca de 80% das terras utilizadas pelo agronegócio se destinam a apenas quatro produtos: soja, milho, cana e pecuária bovina. E grande parte dessa produção vai para exportação.No entanto, quem controla as exportações são transnacionais. Por exemplo, o Brasil é o maior exportador mundial de soja. Exportamos 40 milhões de toneladas em grãos, ainda como matéria-prima. E quem ganha com essas exportações? Cinco transnacionais: Bunge, Cargill, ADM, Dreyfuss, Monsanto.
O Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. São 720 milhões de litros de venenos. Matam os demais seres vivos, afetam a fertilidade do solo, contaminam as águas do lençol freático e ficam resíduos nos alimentos que você consome.
E quem produz? Bayer, Basf, Syngenta, Monsanto, Shell Química. Nenhuma empresa brasileira. Pior, a Anvisa já confiscou e incinerou milhares de litros adulterados pelas empresas Bayer, Basf e Syngenta. Uma delas chegou a adicionar um perfume para deixar o veneno mais aceitável.
Já foram registrados pelas universidades casos de chuva com veneno agrícola, em cidades do Mato Grosso. Na região de Ribeirão Preto (SP), a água potável já aparece com incidência dos venenos da cana.
Dos 17 milhões de trabalhadores da agricultura brasileira, apenas 1,6 milhão estão no agronegócio; os demais, na agricultura familiar.
Todos os anos, os bancos públicos disponibilizam 90 bilhões de reais, da poupança nacional, para que o agronegócio plante. Para a agricultura familiar são menos de 8 bilhões. Pior, o Tesouro Nacional, o dinheiro de nossos impostos, precisa repor aos bancos a diferença entre o juro pago pelos fazendeiros e o juro de mercado. E isso custa por ano um bilhão de reais. Muito mais do que os recursos para reforma agrária.
A Polícia Federal tem encontrado trabalho escravo, em média em uma fazenda por mês. Mas dorme na Câmara um projeto que determina a desapropriação das fazendas com trabalho escravo. Os parlamentares ruralistas não aceitam.

(*) João Pedro Stedile é membro da coordenação nacional do MST e da Via Campesina Brasil.

Fonte: MST

Fotos curiosas

Uma seleção com as dez melhores e mais curiosas imagens da semana.


1º.

foto

2º.

Fotos da Semana

3º.

Fotos da Semana

4º.

Fotos da Semana


5º.

gostosa

6º.


7º.


8º.



9º.


10º.


Fonte: Fottus

Maior pivô do mundo no Tocantins?

O desafio de irrigar áreas grandes e pequenas está superado, diz a Lindsay, que instalou recentemente o maior pivô do mundo em Tocantins e acaba de lançar um mini pivô para irrigação de pequenas áreas com plantas de baixo porte, como gramados e hortaliças. Esses trabalhos estão sendo apresentados pela empresa sediada com Mogi Mirim (SP), que reestruturou a empresa e ampliou os investimentos em tecnologia para atender aos planos de expansão no Brasil.
O maior pivô central construído no país – com um raio irrigado de 1.300 m e 26 torres – foi instalado em 2009 e já está em funcionamento em Tocantins (RO), em área de 530 ha, inaugurando um novo conceito de irrigação. Além do tamanho do equipamento, um dos diferenciais é a quantidade de água usada na irrigação, com lâminas menores de 4 mm. “Os testes de operação com lâmina reduzida fazem parte da estratégia de buscar o equilíbrio da produtividade com maior rentabilidade”, explica Eugênio Brunheroto, diretor-presidente da Lindsay América do Sul. O projeto de irrigação de cana em Tocantis foi implantado na Fazenda Cana Brava e o equipamento opera com vazão de 506 m³ por hora e leva 44 h para percorrer toda a volta (velocidade máxima).
O conceito inovador inaugurado com esse sistema – que atende às necessidades da lavoura com economia em relação aos sistemas tradicionais – pretende mostrar a eficiência e o custo/benefício da irrigação de cana-de-açúcar. A instalação dos pivôs faz parte de um estudo de viabilidade que pretende analisar se o aumento de produtividade da cana irrigada compensa os custos de instalação do sistema, o que será avaliado durante a safra. Os testes de operação com lâmina reduzida, fazem parte desta estratégia de buscar o equilíbrio da produtividade com maior rentabilidade.

ÁREAS PEQUENAS GANHAM MINI PIVÔ
A irrigação de pequenas áreas com plantas de baixo porte, como gramados (pastos, campos de golfe e futebol), lavouras de folhosas e batatas, que sempre foram limitadas quando o assunto era irrigação por meio de pivô, agora já podem contar com um novo equipamento desenvolvido pela Lindsay: o GreenField. É um mini pivô lateral e autoreverse com estrutura galvanizada e medidas especiais: altura livre de 1,80 ou 2,40 m, vãos de 24,4 a 36,6 m e máximo de 8 torres. É recomendado para áreas de até 30 ha O equipamento é leve e fácil de montar e operar, e pode ter operação automatizada.
Segundo técnicos da Lindsay, é um equipamento muito eficiente e com custo benefício interessante, pois além de exigir menor investimento para instalação, tem baixo consumo de energia e pode ser rebocado para outras áreas, ampliando sua utilização em vários campos. A cobertura de irrigação alcança 98% da área. A demanda por este tipo de equipamento no Brasil atende principalmente a irrigação dos campos de golfe que estão crescendo no país, mas também possibilita a irrigação de hortaliças em cultivos familiares. O equipamento será demonstrado durante a Agrishow. 

Fonte: Irrigazine 
Obs.: Só faltou informarem em qual cidade do Tocantins está localizado este pivô. Eles também erraram a sigla do Estado, colocando RO, em vez em TO.

Ex-guerrilheiro do Araguaia hoje é médico em Mossoró

Publicação: 06 de Junho de 2010 às 00:00

Por Esdras Marchezan - De Fato

Poucos sabem, mas um pedaço da história da sangrenta guerrilha do Araguaia hoje mora em Mossoró. Com suas lembranças e fantasmas. Na pequena Clínica da Dor, na rua Melo Franco, onde hoje é médico e atende pacientes que sofrem com dores físicas, o ex-guerrilheiro José Carlos Campos Wisnesky, 66 anos, leva uma vida simples e tenta encontrar uma cura para a dor que lhe acompanha desde a década de 70: a emocional. “Paulo Paquetá” – codinome usado na época de militância pelo PC do B – é considerado desertor por alguns ex-companheiros e pelo partido por ter saído da luta armada contra o regime militar. Hoje ele apoia o trabalho do Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), formado em 2009 pelo Ministério da Defesa para encontrar, identificar e devolver as ossadas dos desaparecidos na guerrilha às suas famílias.

No início de maio José Carlos voltou ao Pará após 37 anos para ajudar na identificação de alguns dos mortos esquecidos no Araguaia. Um dos reconhecidos por ele foi o ex-deputado Maurício Grabois, o Mário, que liderava a guerrilha e foi morto em 1973.

Em entrevista ao jornal Correio do Tocantins, João Carlos rebateu as acusações de ‘traição’ e disse que a saída da luta armada aconteceu num momento em que não concordava com o que estava sendo feito pelo comando do movimento. “O partido abandonou todos os guerrilheiros, os vivos e os mortos. Quando cheguei na região, em outubro de 1971, achei tudo muito estranho. Como fazer um exército popular se não podíamos nos comunicar com a população? Falei isso a eles e não me responderam”, disse.

Quando decidiu abandonar a luta armada e voltar a Faculdade de Medicina, no Rio de Janeiro, João Carlos procurou por diversos companheiros do partido, mas eles estavam presos ou mortos. Decidiu largar o movimento. Meses depois os militares mataram quase todos os comunistas que participavam da guerrilha. Os corpos de muitos não foram encontrados até hoje. Uma das pessoas desaparecidas até hoje é a companheira de João Carlos, Maria Célia Correa, a Rosa, convencida por João Carlos a participar da luta armada.

Sua fuga começou a se esboçar quando os guerrilheiros do destacamento A, do qual fazia parte, foram à Transamazônica atacar um posto policial em setembro de 1973. Paulo não foi chamado. Com Hélio Navarro de Magalhães, o Edinho, hoje desaparecido, e três rapazes do Araguaia que aderiram à guerrilha, foi para outra área. “Ia de batedor. Chegamos a uma roça. Edinho me mandou atravessar com cautela. Cheguei lá, mas eles, não. Fiquei três dias parado. Ficou claro que havia sido abandonado. Decidi voltar ao Rio.”, disse em entrevista a Folha de São Paulo, em abril. Nessa época ele já não estava mais com a companheira Rosa.

No Relatório Arroyo, em que o PC do B analisa a guerrilha, Paulo é tido como desertor. O ex-deputado Aldo Arantes, representante da sigla no GTT, não comentou a ajuda de Wisnesky quando procurado, pela Folha de São Paulo. Renato Rabelo, presidente do partido, não quis falar.

02/06/2010

Família - by Sibapa

Família from sibapa on Vimeo.

Família, eu defendo a minha...

Campanha da PIB em Araguaína.

Conheça

Ação Social em Santa Fé do Araguaia

No dia 29 de maio de 2010 a 1º Igreja Batista de Araguaína junto com a 1º Igreja Batista de Santa Fé do Araguaia promoveram uma ação social evangelística

No dia 29 de maio de 2010 a 1º Igreja Batista de Araguaína junto com a 1º Igreja Batista de Santa Fé do Araguaia, promoveram uma ação social evangelística. Esta ação visa alcançar toda a comunidade Santafeense com atendimento gratuito em Assessoria Jurídica, cabeleireiro, dermatologia, glicose, aferição de pressão, atendimento psiquiátrico.


O evento contou com a participação de mais de 60 irmãos de Araguaína, alguns nos trabalhos de atendimento, outros em visitas e evangelização nas residências de Santa Fé do Arguaia. Foi alcançado 327 atendimentos entre crianças, jovens e adultos, infatizando os trabalhos extraordinário da missionária e sua equipe com as crianças cantando.

No final de cada atendimento cada pessoa participava do bazar onde recebiam doações de roupas, calçados e brinquedos. O evento foi finalizado com um grande culto ao ar livre com direção dos irmãos de Araguaína que também trouxeram a sua própria banda onde louvaram o nome do Senhor.

Etanol de mandioca, em 90 dias

SÃO PAULO - A ONG Instituto Ecológica, de Tocantins, deve operar efetivamente com etanol de mandioca industrializada (mandioca brava, usada para ração) em até 90 dias - prazo em que a usina será finalizada. O álcool resultante do processo apresenta qualidade superior ao da cana-de-açúcar, além de ter diversas aplicações nas indústrias de cosméticos, química fina e bebidas.

Com uma qualidade melhor em relação à cana (maior pureza), o etanol da mandioca será também mais caro, quando comercializado no mercado. "Há poucas substâncias na mandioca, com uma alta concentração de amido, além do processo por fermentação apresentar poucos inibidores e contaminantes", afirmou o pesquisador Cláudio Cabello, do Centro de Raízes e Amidos Tropicais (Cerat), de Botucatu (SP), e também parceiro da ONG. De acordo com Cabello, o preço da mandioca industrial custa R$ 1,60, enquanto a cana-de-açúcar está em torno de R$ 0,80 e R$ 0,90.

Por enquanto, a unidade experimental de Tocantins está em fase de teste com equipamentos. As áreas envolvidas no projeto estão localizadas no Bioma Cerrado, em ambiente rural, situadas no município de Porto Nacional, a 60 km de Palmas - capital de Tocantins. Para Cabello, o Programa Bioálcool Tocantins poderá produzir cerca de 400 litros por hora, e o objetivo é comercializar, oferecer e abastecer o mercado.

"A usina tem capacidade de produzir até 10 mil litros dia", contou Leal. "Esta mandioca não é voltada para a alimentação e, sim, utilizada para a ração", explicou Eduardo Leal, coordenador executivo do programa. E completa: "O que temos de produção hoje, na região, é capaz de sustentar [os 400 litros dia], embora haja a necessidade de novos plantios e melhor manejo da produção".

O objetivo do programa, além de ter caráter comercial, é envolver pequenas comunidades rurais no estado do Tocantins. "A ideia é apresentar novas oportunidades para os pequenos produtores do norte do País", disse o executivo, que revelou ter contratos futuros em andamento.

A Eletronorte, uma das maiores consumidoras de diesel, juntamente com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), são os financiadores do projeto. Em caráter de pesquisa, o laboratório de Etanol do Cerat-Unesp também produz etanol, que pode processar mandioca, batata doce ou milho. "Lá, a gente vem produzindo entre 200 e 250 litros por hora [de mandioca]", disse o professor da Unesp.

Pesquisas e estudos

A pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Silvia Belém, contou que, na década de 80, foi descoberta uma mandioca com mais açúcar que as demais.

"Não é uma fonte de matéria-prima que vai substituir a cana-de-açúcar na produção de etanol, mas pode se constituir uma opção para produtores de menor escala e nichos específicos", disse. No entanto, a pesquisadora atenta que "embora tecnicamente viável, a produção de etanol de mandioca depende do aumento de produtividade no campo para viabilizar economicamente a utilização dessa matéria-prima". Segundo ela, "há necessidade de mais estudos de sistemas de produção que considerem os consórcios com outras culturas alimentares, para que o preço da matéria-prima seja realmente competitivo".

Atualmente, o custo total para a produção de uma tonelada de mandioca é em média de R$ 140. No ano passado, o produto foi comercializado no valor máximo de R$ 200 a tonelada.

A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, em Cruz das Almas (BA), está também em fase de estudos para a produção de etanol de mandioca. "Estamos tentando desenvolver pesquisas há um ano", falou Álvaro Bueno, pesquisador do órgão.

Ainda segundo Bueno, uma das vantagens para se extrair etanol da mandioca é não ter que purificá-lo, já que o teor de álcool é mais elevado. "Por isso, deve-s fazer um levantamento sério para analisar os custos na produção, visto que o álcool de cana é mais barato e dá mais lucro quando comercializado", alertou.

Assim como o sorgo e caprinos - matérias já publicadas pelo DCI - , o desenvolvimento de etanol de mandioca se apresenta como outra alternativa ao etanol de cana-de-açúcar.

Fonte: DCI

Frase sobre educação...

Recebi de um colega, por email, e repasso aqui...

Olha só o que diz esse escritor sergipano, concordo com ele:

 

"Fica difícil ser otimista num mundo em que não há muitas saídas para quem está à margem de tudo, sobretudo da educação. Porque, no nosso país, a educação que se dá ao pobre é tão ruim que no futuro não vai lhe abrir porta alguma. Enquanto não repararem esse mal, continuarei desacreditando no Brasil." (Antonio Carlos Viana, escritor)

Deslizamento de terra na Itália

O vídeo é um pouco antigo (de fevereiro deste ano), mas dá para ter uma idéia do que ocorre quando a terra desce. Terrível. Imagine a cena com casas e gente dentro. Imaginou? Pense nisto de noite, quando as pessoas estão dormindo. Dá pra ter uma idéia do terror que estas pessoas passaram.
O vídeo abaixo foi feito em Maierato (Itália), que fica na província de Vibo.


Fonte: Youtube